AVIVAMENTO E SERVIÇO

03/10/2012 19:00

É natural do ser humano desejar destaque, honras e privilégios, mas a vida cristã é um chamado para vivermos o contrário dessa realidade. O chamado de Deus para nossas vidas inclui o ser como Jesus, e ser como Ele é assumir a figura e a condição de servo (Mateus 20.28), ter disposição para servir a Deus e ao próximo.

“Crentes cheios do Espírito são pessoas quebrantadas e humildes. São indivíduos que se alegram em ser úteis e se realizam ajudando os demais. Quando a nossa fé é despertada, apresentamo-nos para o serviço.” (Revista Avivamento Pessoal, pág. 41).

1. O Lugar do Serviço na Experiência Cristã

Fomos criados (Gênesis 2.15), salvos (Efésios 2.8-10) e chamados para servir (1 Pedro 2.9).

Muitas pessoas vivem e não se sentem realizadas, mesmo que sejam bem sucedidas. Alguns criam ONG’s e outros mecanismos para se sentirem úteis e preencherem os vazios que carregam na alma e isso funciona, porque nos realizamos na medida em que servimos a Deus e ao próximo. Ser útil é uma bênção!

Para quem a vida cristã costuma ser um tédio? Para os que não se dispõem a servir. É comum ouvirmos que há pessoas salvas, sentadas e satisfeitas, mas dificilmente um crente estará satisfeito se sua vida não for uma vida de serviço.

Somos salvos por Jesus e sua graça, mas salvos para produzir boas obras ou obras santas, serviço que glorifique a Deus. Não servimos por interesse, obrigação, medo ou sob ameaça, mas porque somos gratos pelo que Jesus fez por nós.

Revelamos nosso equívoco quando pensamos que só as pessoas chamadas por Deus para servirem como ministros oficiais (pastores, missionários, educadores cristãos ou ministros de música) são de fato ministros. Todos os salvos são chamados para servir. Serviço e ministério são sinônimos, logo: cada crente em Jesus Cristo é um ministro!

“A palavra de Deus nos ensina que todo trabalho que fazemos é prestado, em última instância, ao próprio Deus (Efésios 6.6). O que fazemos ao próximo é encarado por Cristo como tendo sido feito a ele mesmo (Mateus 25.40). Por isso, sabemos que nossa recompensa não virá dos homens, e sim do Senhor (Colossenses 3.23,24). Para os filhos e filhas de Deus, servir não é uma questão de opção, mas a razão da própria existência. Jesus disse que veio para servir e para dar (Mateus 20.28). Esses dois verbos devem resumir, também, a nossa vida. Serviço e doação são marcas do avivamento espiritual” (Revista Avivamento Pessoal, pág. 42).

2. Dons e Talentos para Servir

Os nossos dons espirituais, que são capacidades espirituais especiais concedidas por Deus, e nossos talentos, que são as nossas habilidades naturais (também concedidas por Deus), nos foram dados para servir e fazer diferença na vida da igreja e na vida das pessoas.

Os dons funcionam como as diferentes funções que os membros do corpo possuem e revelam o cuidado de Deus com o funcionamento harmonioso e saudável do corpo que é a igreja. Eles são dados por Deus, logo, não há risco de haver excesso de um ou falta de outro. Devem ser usados para a evangelização, para a edificação da igreja e para a glória de Deus.

A inexistência de dons insignificantes e de super dons evidencia aspectos importantes, como a complementaridade e a interdependência dos membros do corpo de Cristo. O verdadeiro avivamento impedirá que qualquer um de nós olhe para Deus e mesmo para o outro de cima para baixo, com ar de superioridade ou arrogância.

Nenhum membro do nosso corpo consegue sobreviver só. Cada um deles depende do outro. O perfeito funcionamento de todos mostra que o corpo está saudável.

Quando um membro do corpo de Cristo está espiritualmente enfermo ele enterra os seus dons e talentos, deixando-os de usar. Mas quando o Espírito Santo de Deus nos renova, transformados e revigorados por seu Espírito, nos empenhamos em fazer e dar o melhor dos nossos dons, talentos, tempo e recursos para Deus.

Citando o Pr. Jonathan Edwards, o Pr. Marcelo Aguiar ressalta que “Não será falando sobre nós mesmos que demonstraremos nosso cristianismo. Será pelo serviço dispendioso e desinteressado que demonstraremos a autenticidade de nossa fé. Além disso, o serviço cristão será a melhor evidência de verdadeira fé que teremos a oferecer para a nossa própria consciência. Não devemos confiar muito em experiências, convicções, confortos ou alegrias que não resultam em obediência prática.” (Revista Avivamento Pessoal, pág. 43).

- Conclusão

Uma mesma tarefa pode ser executada por diferentes razões. Com que sentimento e motivação você procura servir a Deus e ao próximo? Nós somos os instrumentos de Deus para manifestar aos outros o seu amor e graça. Ele, que “andou por toda parte, fazendo o bem” (Atos 10.38) deve ser o nosso modelo.

Muitas pessoas querem uma igreja viva, cheia de poder ou de manifestações do poder de Deus segundo suas expectativas (não consideram as vidas transformadas, libertas dos vícios e de tantos outros pecados, manifestações do poder de Deus). Em geral, tais pessoas querem apenas receber e ser servidas, mas a vida cristã é um chamado para servir a Deus e ao próximo.

Um crente avivado não é um crente que exorciza demônios, faz curas, adivinhações, etc., mas uma pessoa cheia do Espírito Santo e dedicada ao serviço cristão, uma vida consagrada a Deus para ser mais útil, cheia de fé e de disposição para trabalhar e servir.

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