Antropologia

- Introdução

Antropologia é a área da teologia sistemática que se ocupa do estudo da doutrina do homem: antropos (homem) + logia (estudo ou tratado).

A palavra homem é usada não raras vezes referindo-se ao gênero humano como um todo, o que algumas pessoas contestam, alegando que esse uso desrespeita as mulheres, preferindo o uso de termos neutros, como seres humanos, pessoas ou humanidade.

Do ponto de vista teológico não há nenhum problema no uso da expressão em sentido genérico. Em Gn 5.1,2 usa-se esse termo dessa forma e em outras passagens, como Gn 2.22,25; 3.12; e Ec 7.28, o mesmo termo aparece distinguindo o homem da mulher. O uso do termo homem para se referir ao gênero masculino ou ao gênero humano tem origem em Deus e, como não traz qualquer prejuízo à fé, não precisa ser evitado.

Recordo que estamos falando do discurso bíblico ou teológico. Não é uma afirmação de que devemos fazer assim em qualquer discurso. No geral, o uso da linguagem inclusiva cai muito bem.

1.       Por Que o Homem Foi Criado?

Aprendemos que Deus é eterno “desde toda a eternidade” (Sl 89.2, conf. BAM). Por toda a eternidade a Trindade viveu em perfeito amor e comunhão (Jo 17.5,24). Não fomos criados porque Deus estava solitário e necessitado de comunhão com outras pessoas ou seres. Na verdade, Deus não precisava criar o homem, mas o criou para sua glória. Fomos criados para o glorificarmos e dar alegria (Is 43.7; Ef 1.11,12). Por isso, devemos fazer tudo para sua glória (1 Co 10.31).

“Esse fato garante a relevância da nossa vida. Percebendo que Deus não precisava nos criar, e que não precisava de nós para nada, poderíamos concluir que nossa vida não tem a menor importância. Mas as Escrituras nos dizem que fomos criados para glorificar a Deus, indicando que somos importantes para o próprio Deus. Essa é a definição final da verdadeira importância ou relevância da nossa vida: se somos de fato importantes para Deus por toda a eternidade, então que maior medida de importância ou relevância poderíamos querer?” (Grudem – 1999, p. 362).

Não é só uma questão de glorificar a Deus ou cumprir o plano dEle, mas também nos alegrarmos em Deus, ter prazer nesse relacionamento (Sl 16.11; 27.4; 84.1,2,10) e nas lições que aprendemos (Rm 5.2-5; 1 Ts 5.16-18; Tg 1.2; 1 Pe 1.6-8).

“Acha-se plenitude de alegria no conhecer a Deus e no deleitar-se com a excelência do seu caráter. Estar na sua presença, desfrutar da sua comunhão, é bênção maior do que qualquer coisa que se possa imaginar.” (Grudem – 1999, p. 363).

“Essa compreensão da doutrina da criação do homem traz resultados bastante práticos. Quando percebemos que Deus nos criou para glorificá-lo, e quando passamos a agir a fim de cumprir esse fim, então começamos a experimentar uma intensidade de alegria no Senhor que antes não conhecíamos. E quando acrescemos a isso a compreensão de que o próprio Deus se deleita com nossa comunhão com Ele, nossa alegria se torna “inex-primível e plena de glória celeste” (1Pe 1.8; paráfrase ampliada do autor).” (Grudem – 1999, p. 363).

O homem e tudo o que há no céu e na terra foi criado por Deus para Sua glória (Rm 11.36; Ap 4.10,11).

2.       Imagem e Semelhança

Deus é o criador de todas as coisas, mas conferiu só ao homem o privilégio de ser Sua “imagem e semelhança”.

O texto de Gn 1.26 não deixa dúvidas a esse respeito. As palavras hebraicas para imagem e semelhança (tselem e demût respectivamente) indicam similaridade. Não somos idênticos a Deus, mas similares. Outra questão que se cogita a respeito dessas expressões é o fato de o homem ser uma espécie de representante de Deus.

“Os teólogos gastaram muito tempo tentando especificar uma característica do homem, ou bem poucas delas, em que se vê primordialmente a imagem de Deus. Alguns já cogitaram que a imagem de Deus consiste na capacidade intelectual do homem, outros no seu poder de tomar decisões morais e fazer escolhas voluntárias. Outros conceberam que a imagem de Deus era uma referência à pureza moral original do homem, ou ao fato de termos sido criados homem e mulher (ver Gn 1.27), ou ao domínio humano sobre a terra.” (Grudem – 1999, p. 364).

Para os primeiros leitores da história da criação esse termo não causava questionamentos, pois entendiam que o homem é semelhante a Deus e o representa em muitos aspectos. As controvérsias sobre o tema se devem ao fato de se tentar explica-lo de modo rigorosamente específico, exato.

Na verdade, qualquer tentativa de se definir especificamente essa expressão não faria justiça ao tema, pois para sermos exatos precisaríamos conhecer muito mais a Deus, muito mais a seu respeito e conhecer muito mais o próprio homem, esse ser complexo! Só uma compreensão plena de ambos e de seus modos de agir os daria condições de sermos mais precisos no significado desta expressão.

Em Gn 5.3 temos a afirmação de que Sete era imagem e semelhança de Adão, ou seja, não idêntico, mas parecido com ele em muitos aspectos, como muitos de nós somos em relação ao nosso pai ou à nossa mãe. Tentar encontrar quais eram os traços semelhantes – cabelos, olhos, temperamento, inteligência, etc. seria apenas especulação.

A queda deformou a imagem de Deus em nós, mas ela não se perdeu.

“Todavia, como o homem pecou, ele sem dúvida não é tão plenamente semelhante a Deus como era antes. Sua pureza moral se perdeu, e seu caráter pecaminoso certamente não espelha a santidade de Deus. Seu intelecto está corrompido pela falsidade e pelo engano; suas palavras já não glorificam continuamente a Deus; seus relacionamentos muitas vezes são controlados pelo egoísmo, já não pelo amor, e assim por diante.” (Grudem – 1999, p. 365).

A perfeita imagem e semelhança de Deus se revelou na vida de Jesus aqui na terra (2 Co 4.4; Cl 1.15). Só por Ele, no céu, seremos novamente perfeita imagem e semelhança de Deus.

A redenção nos traz para uma nova condição de vida. O desenvolvimento da salvação é um processo gradual de recuperação da imagem e semelhança de Deus.

“Ao longo desta vida, à medida que crescemos em maturidade cristã, aumenta a nossa semelhança a Deus. Mais especificamente, nos vamos tornando cada vez mais semelhantes a Cristo na nossa vida e no nosso caráter. De fato, Deus nos redimiu para que sejamos “conformes à imagem de seu Filho” (Rm 8.29), tendo assim exatamente o mesmo caráter moral de Cristo.” (Grudem – 1999, p. 366).

Hoje somos parecidos com Adão, mas na eternidade seremos parecidos com Cristo.

Em que aspectos nós somos semelhantes a Deus? Moralmente (somos responsáveis por nossos atos E temos consciência de certo e errado), espiritualmente (temos um espírito que possibilita nosso relacionamento com Deus), intelectualmente (capacidade de raciocinar, de pensar, diferente dos animais), relacionalmente (capacidade de se relacionar com Deus, com os outros, com os animais, com a natureza) e espiritualmente.

Aspectos Físicos

É possível que, de alguma forma, o corpo humano também tenha sido criado à imagem e semelhança de Deus? Em alguns aspectos sim, embora isso não signifique que Deus possui um corpo físico, como nós, pois Ele é espírito (Jo 4.24). Que aspectos são esses?

Porque temos um corpo físico, podemos enxergar. Nossos olhos fazem parte deste conjunto. Deus também enxerga e muito mais longe que nós, embora não com olhos físicos, como os que temos. “Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons.” (Pv 15.3 / RC). Nós possuímos ouvidos e com eles podemos ouvir. Deus também tem ouvidos e muito mais apurados que os nossos, embora não sejam físicos. “Ouvindo, pois, Samuel todas as palavras do povo, as falou perante os ouvidos do Senhor.” (1 Sm 8.21 / RC). Há muitos textos que apontam nesta direção, como Sl 33.18; Is 59.2; Sl 34.15; 1 Pe 3.12.

Há ainda outros aspectos que podem ser encontrados na Bíblia, como as mãos de Deus (2 Sm 24.14; 1 Cr 21.13; Ec 9.1) e a boca de Deus (Jó 15.30; Is 1.20; Mt 4.4). Segundo a Bíblia Deus ficou com seu coração triste, pesado, por haver criado o homem e este se distanciado tanto da sua presença (Gn 6.6). Em Deuteronômio temos o registro de que Deus andava no meio do seu povo para livrá-lo dos seus inimigos (Dt 23.4).

“É importante reconhecer que o próprio homem é criado à imagem de Deus, e não só seu espírito ou sua mente. Sem dúvida nenhuma o corpo físico é parte bastante importante da nossa existência e, transformado depois da volta de Cristo, continuará a fazer parte da nossa existência por toda a eternidade (ver 1Co 15.43-45,51-55). Nosso corpo, portanto, foi criado por Deus como instrumento adequado para representar de forma física a nossa natureza humana, criada à semelhança da própria natureza divina. De fato, quase tudo o que fazemos se faz por meio do corpo físico: o pensamento, os juízos morais, a oração e o louvor, as demonstrações de amor e preocupação uns pelos outros – tudo fazemos pelo uso do corpo físico que Deus nos deu.” (Grudem – 1999, p. 369).

É verdade que algumas dessas características também encontramos nos animais. Há entre algumas espécies algum tipo de hierarquia, eles possuem afeição e mantém algum tipo de comunicação. A explicação é que toda criação de certa forma reflete o caráter de Deus. Quanto mais desenvolvidas as obras da criação de Deus, mais elas são semelhantes a Ele, mas o homem é, dentre todas as obras de Deus, o que há de mais próximo da Sua imagem e semelhança.

Além de tudo que foi exposto anteriormente, há uma outra questão que devemos considerar: O homem é o único ser em toda a criação capaz de tornar-se mais semelhante a Deus ao longo da sua existência.

“Nosso senso moral pode se desenvolver ainda mais pelo estudo das Escrituras e pela oração. Nossa conduta moral pode refletir cada vez mais a santidade de Deus (2Co 7.1; 1Pe 1.15; et al.). Nossa vida espiritual pode se enriquecer e se aprofundar. O usa da razão e da linguagem pode se tornar mais preciso, mais verdadeiro e mais respeitoso perante Deus. Nossa noção de futuro pode se intensificar à medida que crescemos na esperança de viver com Deus para sempre. Nossa existência futura pode se enriquecer à medida que formos acumulando tesouros no céu e buscando cada vez mais recompensas celestes (ver Mt 6.19-21; 1Co 3.10-15; 2Co 5.10).Nossa capacidade de reger a criação pode ser ampliada pelo uso fiel dos dons recebidos de Deus; nossa fidelidade aos propósitos que Deus nos incutiu ao nos criar homens e mulheres pode ser ampliada se acatarmos os princípios bíblicos dentro da família; nossa criatividade pode ser utilizada de modos cada vez mais agradáveis a Deus; nossas emoções podem cada vez mais se conformar ao modelo bíblico, para que nos aproximemos mais de Davi, homem segundo o coração de Deus (1Sm 13.14). A harmonia interpessoal dentro da famíliia e da igreja pode refletir cada vez mais a unidade que existe entre as pessoas da Trindade. À proporção que buscamos crescer na semelhança de Deus em todos esses aspectos, demonstramos outra capacidade que nos distingue do restante da criação.” (Grudem – 1999, p. 370).

  1. A Constituição do Homem

Os estudiosos concordam que o ser humano é formado por uma parte material (corpo) e outra espiritual (alma e/ou espírito). Embora algumas pessoas acreditem que alma e espírito são a mesma coisa, faz mais sentido a idéia de que o ser humano é uma tri-unidade (é composto de corpo, alma e espírito – 1 Ts 5.23; Hb 4.12.

“O espírito e a alma representam os dois lados da substância não-física do homem; ou, em outras palavras, o espírito e a alma representam os dois lados da natureza espiritual. Embora distintos, o espírito e a alma são inseparáveis, são entrosados um no outro. Por estarem tão interligados, as palavras "espírito" e "alma" muitas vezes se confundem (Ecl. 12:7; Apoc. 6:9).” (Pearlman – 1997, p. 72).

 

ANEXO 1

Apostila Teologia Sistemática II

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

 

1 - A questão da origem da almaSabemos que o homem é distinto dos animais, no tocante ao seu destino final. Ele tem uma parte que volta para Deus. "E o espírito volte a Deus que o deu" (Ec 12.7). Esta parte que regressa a Deus é chamada de alma ou de espírito, dependendo da posição da pessoa, se ela é dicotomista ou tricotomista. Mas o fato é que há uma centelha divina no homem, que é o elemento que regressa a Deus. Ele, o homem, recebeu o "fôlego da vida" (Gn 2.7). O termo hebraico é neshama, que pode ser visto como "soprou calorosamente pessoal, com a intimidade do contato face a face de um beijo, e com o significado de que este era um ato de dar, bem como de formar, e de dar-se a si mesmo inclusive"25. Significa um contato especial. Isto só sucedeu com o homem. Aqui reside, como já foi dito, sua singularidade. Ele sobrevive ao seu corpo, como declara Eclesiastes e como vemos na história do rico e de Lázaro, na palavra de Samuel a Saul, do mundo dos mortos, nas contínuas declarações bíblicas de vida no além. O homem é mais que matéria física. Não apenas a Bíblia declara isto de forma enfática, mas as grandes religiões se fiam nesta verdade. Fora das religiões, isto está presente nos anseios humanos, mesmo seculares. A cultura humana está solidamente arraigada na crença de uma existência após a morte. Vemos isso nas artes, por exemplo. O artista pode não ser uma pessoa de convicção religiosa, mas pinta quadros, compõe músicas e constrói outras obras culturais que mostram uma aspiração a algo além do corpo, uma busca de algo que exceda ao homem.

Mas, como se dá a presença da neshama nos demais homens?

Em sua famosa obra, Systematic Theology, Strong apresenta as três teorias mais conhecidas e clássicas sobre a origem da alma: a pré-existência, a teoria da criação e a teoria traducionista,26 como se traduziria literalmente do Inglês, mas que chamamos aqui de transmissão. Comentamos um pouco, aqui, a questão. Às três grandes teorias mostradas por Strong acrescentamos mais duas, a da fulguração e a da emanação desde a eternidade.

(1) A pré-existência. Pode ser resumida assim: a alma faz parte da criação angelical, sendo, basicamente, a mesma substância dos anjos. Quando da queda dos anjos e dos homens, os homens assumiram corpos físicos, evidência da degradação e descendência da alma. Esta idéia é muito mais platônica, com base no mundo das idéias, do que propriamente bíblica. Platão cria que havia dois mundos, o real e o ideal e que tudo que havia no nosso mundo, o real, era uma cópia do ideal. Assim, como há o corpo (real), há a alma (o ideal). Não parece ser disto que a Bíblia trata.

(2) O criacionismo. Deus cria uma alma nova, quando da concepção do corpo físico. No momento da concepção ou em algum momento da gestação, ou ainda no nascimento, Deus coloca a alma no feto ou criança. Seus adeptos se louvam muito em Gênesis 2.7. Esta teoria tem a vantagem de preservar a alma de Jesus do pecado original, mas apresenta pontos fracos. Deus cria a alma impura? Se cria pura, como e quando a alma se torna corrupta? E como entender Salmo 51.5: "Eis que eu nasci em iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe"? É o corpo que corrompe a alma? E, como vemos na Bíblia, o problema não é corpo, é toda a natureza humana.

(3) A transmissão. Idéia vinda dos filósofos estóicos e defendida por Agostinho, que a popularizou, a teoria da transmissão ensina que sendo seres físico-espirituais, homem e mulher, naturalmente, sem qualquer intervenção de Deus, geram seres que são tanto físicos como espirituais. Embora tenha sido defendida por Agostinho, como dito, seu primeiro defensor foi Tertuliano27. A argumentação pode ser posta nestes termos: a Bíblia nada diz sobre as partes do homem, não o vendo como algo dicotômico (duas partes) ou compartimentos estanques, mas como uma unidade. Quando Deus ordenou que a humanidade se reproduzisse, não separou, na ordem, o corpo da alma. Seria a reprodução do todo. Também esta teoria explica melhor a teoria da depravação moral e espiritual do homem. Quanto ao fato da não depravação moral e espiritual de Jesus, que parece ter melhor resposta na teoria anterior, pode-se argumentar que ele é o segundo Adão, o início da nova criação de Deus. Sua natureza humana original seria como a de Adão, no início.

(4) Há a teoria da fulguração. O mundo material é apenas uma fulguração de Deus. Esta é a postura de Leibniz28 e que encontrou guarida em alguns pensadores religiosos. Deus não teria criado o mundo de forma direta, do nada, mas sim de forma indireta. Em fulgurações do seu Ser. Esta fulguração teria criado o mundo físico, incluindo o "espírito", como definimos. Tudo que não seja Deus, mesmo que não seja físico (anjos e o "espírito") é produto desta fulguração. A "alma" ou "espírito" seria fulguração, também. O "espírito" ou "alma" do homem seria apenas uma emanação (se usarmos a linguagem gnóstica) ou fulguração (se usarmos a linguagem filosófica de Leibniz) de Deus. A forma como chega ao corpo do recém-nascido é que não é bem exposta. Tal teoria deixa a porta aberta para o panteísmo, posto que tudo é emanação, resíduo de Deus. Neste sentido, tanto a natureza quanto "as partes" do homem seriam também resíduos divinos. O homem seria igualado à natureza. Leibniz defendia que não se tratava de panteísmo, pois o que era projetado na fulguração não retinha a natureza de Deus. Mas isto se torna uma questão semântica. Tal posição trabalha com pressupostos filosóficos mais gregos do que bíblicos.

(5) Emanação desde a eternidade - É uma postura panteísta. É uma variação da posição de Leibniz: a alma é apenas uma emanação do espírito universal, da Mente divina. É diferente da Mente (ou Deus) quanto à forma, mas não quanto à natureza. Neste sentido, o panteísmo é maior, porque tudo é Deus e Deus é tudo. A escatologia deste sistema é a do regresso: a reabsorção de tudo pela Mente. Este final foi muito bem mostrado numa obra de ficção científica, de Arthur Clarke, O Fim da Infância, em que seres de outro planeta, enviados pela Mente Universal, chegam à Terra para impedir que os homens se auto-destruam. Após um processo de colonização espiritual, tudo se dilui, em fusão com o Espírito. De qualquer forma, não fica bem clarificado aqui, como no item anterior, como a criança recebe a alma.

Cada teoria tem seus pontos positivos e negativos, mas a mim me parece que a transmissão é a interpretação mais cabível e que nos permite melhor situarmos nossa fé e o ensino bíblico. Mas é questão de opção do estudante, sabendo-se que alguns conceitos de algumas teorias não são biblicamente sustentados.

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25      KIDNER, Derek. Gênesis – Introdução e Comentário, 1ª edição. São Paulo: Edições Vida Nova, 1979, p. 57. O itálico é de Kidner.

26      STRONG, Augustus. Systematic Theology, 25ª edição. Valley Forge: The Judson Press, 1976, ps. 488-497.

27      HÄGGLUND, Bengt. História da Teologia. Porto Alegre: Casa Publicadora Concórdia, 1973, p.44.

28      CHAMPLIN, Russel (ed.). Enciclopédia de Bíblia, Filosofia e Teologia, 6 volumes. São Paulo: Candeia, 1991, vol. 1, p. 116.